terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Uma última vez !

Tudo chega a um fim resistentes, mesmo a mais longa vida um dia chega a seu fim. Tudo o que se levará são as lembranças de nossas aventuras e de nossa vivencia nesse planeta, com quem conversamos, com quem fizemos amizades, com quem compartilhamos nossas alegrias e nossas tristezas, tudo isso faz de nossa vida uma jornada inesperada.





Sim resistentes, esse é meu sincero e emocionado adeus a nossa franquia de filmes sobre a Terra-Média, todos os personagens cativantes, todos os enredos dramáticos, todas as cenas que nos trouxeram esperança quando muitas vezes estávamos a ponto de desistir. Só quem é fã de uma franquia e a vive da mesma forma forte emocionalmente sabe o quanto é difícil um adeus, então, venho por meio dessa postagem fazer a devida homenagem a essa tão aclamada franquia.





Muito foi dito sobre o diretor Peter Jackson em diversos fóruns na internet e em diversos grupos fechados no facebook sobre ele visar muito mais o dinheiro do que a própria franquia de filmes e respeito as histórias do Tolkien e a sua família. Pra essas pessoas gostaria de dizer o seguinte, se tudo o que você tirou dessas super produções foi uma visão de um cara que prefere dinheiro a história, me desculpem, mas então não aproveitaram nada. Muitas horas de passagem pelo enorme universo que é a Terra-Média é um desafio para qualquer diretor e o filme nunca será fiel ao livro, pois é uma adaptação, "Sempre foi assim, sempre será".





"Nem tudo que reluz é ouro; Nem todos os caminhantes estão perdidos; O velho que é forte não mirra; E a geada não chega as raízes fundas; Das cinzas pode reacender-se o lume; Das sombras interromper uma luz; Renovada será a lâmina quebrada; E o destronado será de novo Rei." é esse tipo de ensinamento que fica pra trás quando a crítica se torna maior que a apreciação.





Quando nos deparamos com essas tramas bem elaboradas sempre em algum ponto, nos vemos presos a ela, sentindo com os personagens, vibrando com os figurantes, e muitas vezes desejando a morte de alguns, mas "Muitos que morrem merecem viver e muitos que vivem merecem morrer, consegue desvendar essa charada ? Não seja apressado em julgar os outros, nem os mais sábios conseguem ver o quadro todo." E é nesses momentos  que vivemos uma nova vida, aquele universo fantástico agora parece e nos acolhe como um lar, e é nesses momentos que nos entregamos a uma ideia que aquele lugar também nos pertence e assim achamos que devemos crítica-lo e muda-lo a nosso bel prazer, sendo assim "És como todos os que vivem em eras conturbadas, mas não lhe cabe essa decisão. Apenas nos cabe decidir o que fazer com o tempo que nos é dado."





O mais interessante de tudo é que essa produção, mesmo sendo literaturalmente anterior ao Senhor dos Anéis  nos vem com uma perspectiva que irá acabar por ali, mesmo sabemos que a continuação da história ainda está disposta pra nós, e é aí que vem a pergunta, porque essa trilogia parece ser mais encantadora que a obra inicial de Peter ?

A resposta vem com uma coisa presente nessa trilogia que nos aparece pouco com LOTR, um grupo que se mantém unido do começo, exceto Gandalf, afinal, " ele é um mago, ele faz o que ele bem entender." Atribuo também um fascínio maior a figura de Bilbo do que da de Frodo, e muito por ele conseguir resolver os problemas e ser mais astuto que Frodo durante as passagens do filme, coisa que se mostrou contrária na primeira obra aonde Frodo dependia inteiramente de Sam pra tudo. A figura de Bilbo é a representação de coragem e superação, mais ao mesmo tempo ele usa de uma astúcia e inteligencia até agora presenciadas apenas nas figuras de Pippin e Merry, mesmo que Pippin seja um "TÛK TOLO, da próxima vez se jogue e nos poupe de sua estupidez".





Além disso temos a iniciação dos acontecimentos vindouros de LOTR, ou seja, mesmo quem não tenha assistido anteriormente LOTR poderá assistir tranquilamente O Hobbit sem nenhuma dúvida, e até mesmo assistir O Se]nhor dos Anéis com maior compreensão. Conseguirá entender v´rias atitudes dos personagens durante o decorrer dos filme, assim como nomes citados, eventos comentados pelos personagens e até mesmo o próprio contexto aonde os personagens estão inseridos, além de entender as raízes de cada um. Afinal todos já fomos rotulados oficialmente como perturbadores da paz.





Enfim, todo final exige despedidas, e nem todos são fortes os suficientes para encará-las, mas "desleal é aquele que se despede quando a estrada escurece", e mesmo não sendo tudo que nós queremos pode ser muito mais do que aquilo que nós esperamos. Muitos podem me críticar por essa atitude fanática a leal a uma trilogia de filmes já que "Quem não é capaz de abandonar um tesouro, quando é preciso, é como se estivesse acorrentado", porém, "O mesmo sangue corre nas minhas veias... a mesma fraqueza". Mas venho assim por meio deste post nesse humilde blog fomentar a ida aos cinemas para prestigiar essa obra, pois "Dou esperança aos homens e não trago nenhuma para mim mesmo", pois, "Poderá vir um dia em que a coragem dos homens termine é quando desertamos nossos amigos e trAImos nossos laços de amizade, mas este dia não é hoje. Uma hora de lobos e escudos despedaçados, quando a era dos homens for destruída, mas este dia não é hoje. Hoje nós lutamos, por tudo que amamos nessa bela terra eu peço para que resistam, homens do ocidente" e daqui 2 dias nós marcharemos "Para além das Montanhas, nebulosas frias; adentrando cavernas e calabouços perdidos" e se nós perguntarem o que que queremos, nós vamos responder: "Queremos guerra", afinal "Certeza de morte, pequena chance de sucesso...O que estamos esperando ?"

"Venho adiando isso por muito tempo. Sinto lhes informar mais esse é o fim, estou indo embora, e deixo com vocês meu cordial adeus.....ADEUS!"

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